PARTE 3

PARTE 3 – NO PLANALTO

O Regime é implacável

A escolha essencial

        Geisel entrou no Palácio do Planalto com o nome do general João Baptista Figueiredo como seu provável sucessor. Em março de 1974, esse era o principal nome mencionado por Geisel, mas até o final de 1972, ele só havia dito o do general Euler Bendice Monteiro.

        Para a escolha ser Figueiredo, o complicador seria sua saúde. Ele estava passando por alguns problemas, por isso, em 13 de novembro de 1974 ele e Golbery conversaram, mas não houve registros dessa conversa.  

Um mundo difícil

       A primeira posse com cerimonial desde 1967 aconteceu. Geisel recebeu a faixa no salão nobre do Planalto e saudou o povo que se encontrava na praça dos Três Poderes. O mundo em que Geisel governaria o Brasil era o do choque do petróleo.

A América de Nixon

         Pat Nixon, mulher do presidente dos Estados Unidos era sua representante na festa. Richard Nixon, com sua personalidade mesquinha e paranóica, produziu um escândalo que moeu a vida política do homem mais poderoso do mundo. Ele estava no centro da maior crise constitucional da história americana, mas não estava disposto a renunciar.

          Os Estados Unidos estava financeiramente frágil. Tinha as contas públicas desorganizadas, estava enfrentando diversas dificuldades, talvez por conta de tantos problemas, Nixon mandou sua mulher representá-lo. Geisel não tinha muita simpatia pelo presidente americano, achando impertinente essa atitude.

A Bolívia de Banzer

          O presidente tomou poder em 1971, com 45 anos e no oitavo golpe militar desde 64. Durante seu governo, a Bolívia servira de trilha para contrabando de armas. O general queria vender petróleo no Brasil e, desde 1938, o Brasil queria controlar as reservas de gás natural da Bolívia. A economia do país estava associada a interesses brasileiros, mas enquanto Geisel esteve na Petrobrás, ele complicou a compra de óleo boliviano, alegando que custava mais que o árabe.

O Uruguai de Bordaberry

          Dos três ditadores latino-americanos que vieram à posse de Geisel, o que lhe deixou melhor impressão foi a do uruguaio Juan María Bordaberry. Era civil, tinha 45 anos, chegara à presidência pelo voto e tinha um temperamento reservado. Era uma figura decorativa, mas desempenhou seu papel com gosto, pois contribuiu para o desfecho ditatorial da crise.

            Até certo ponto, a ditadura uruguaia se assemelhava as demais, pois as reuniões políticas eram proibidas, a imprensa censurada e a administração pública foi loteada para a oficialidade. Ela começou a se tornar típica quando se autodenominou regime “cívico-militar”.

O Chile de Pinochet

            Augusto Pinochet era chefe da junta militar que governara o Chile. Ele designava mais que uma modalidade de repressão política, era um chefe militar audacioso e violento. Para Pinochet a visita ao Brasil servia com uma tênue demonstração de que furava o isolamento internacional. Era um hóspede constrangedor.

 A Argentina de Perón 

            Juan Perón, novo presidente da Argentina não veio para a cerimônia, mas mandou em seu lugar o ministro do Interior. Perón simbolizava tudo que Geisel detestava: general corrupto, politiqueiro e demagogo. Geisel via na rivalidade argentina um exército fútil.

             Com medo de que Perón fosse o vizinho mais encrenqueiro, o Brasil teve uma surpresa, pois ele congelou a manipulação da rivalidade com o Brasil, não sendo pior que os generais.

Portugal e suas colônias

            O chanceler Rui Patrício chegou ao Brasil uma semana antes do início das cerimônias de posse de Geisel. Portugal mantinha colônias em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, mas padecia de um declínio populacional. Todos os governos brasileiros apoiaram Portugal na sua guerra contra os africanos, mas Geisel acreditava que era hora de um rompimento.

           Geisel modificou sua posição favorável à independência das colônias, mas isso lhe custou caro. No início do ano Portugal era um aliado fiel porque não tinha esquerda, mas se tornou um pesadelo quando ficou sem direita. O rompimento com a política colonial tornou-se uma aproximação perigosa com o inimigo, a esquerda.

A costura da púrpura

       Conflito de propósitos, igreja x governo; cardeais bons(os que  facilitaram a sua eleição) e cardeais ruins(propósitos diferentes do seu).

O porão intocado

          Ano de 1974, apogeu do extermínio de presos políticos, envolvimento de Geisel e Pedrozo com esses tipos de crimes, política de extermínio + clandestinidade do porão, posse de Geisel, desbaratamento do Partidão. “Até a chegada de Geisel ao Planalto a ditadura custara a vida de 260 pessoas”.

Interlúdio Pessoal

      Fim das conversas soltas com Golbery, Moraes Rego e Heitor Ferreira. Poder de Heitor Ferreira, a família restrita Lucy Geisel e a filha, a presidência.

O pé no acelerador

       Crescimento da economia como prioridade no Governo de Geisel.

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